segunda-feira, 29 de setembro de 2014

VISÃO DE UM ELEITOR BRASILEIRO



Finalmente vai terminar mais uma campanha política. Eu em particular agradeço a todos os Deuses de todas as  religiões e credos existentes, e agradeceria de coração a qualquer um deles que me  fizesse alcançar a graça de enquanto estiver nesse plano não mais  assistir outra campanha. É cruel de se ver, é nojento, é vergonhoso ver tantas mentiras e falsas promessas, demagogia, imundice, desrespeito a todos nós cidadão brasileiro.
E, ainda vejo dentro desse cenário  o  pedido de comparecer as urnas para exercer o direito de cidadania, Cidadania essa  ante democrática, já que nos  obrigam a exercer.
Cidadania no seu conceito teórico é bonita, mas na pratica, ou na “real” como se fala no popular é decepcionante, principalmente quando vemos essa pratica acontecer naqueles cidadãos  que confiamos para nos proteger do lado maléfico de quem  faz nós outros sofrer conseqüências desastrosa  na nossa vida.
Eu sei que quem chegar a ler essa crônica, sabe muito bem o que é  “Cidadão” e “Cidadania”, mas vou repetir>
Cidadão é o habitante de um País.É aquele que está no gozo de seus direitos civis e políticos de um Estado, ou no desempenho de seus deveres para com este.
O cidadão ao ter consciência e exercer seus direitos e deveres para com a pátria está praticando a cidadania.
Cidadania é o exercício dos direitos e deveres civis, políticos e sociais estabelecidos na constituição. Os direitos e deveres de um cidadão devem andar sempre juntos, uma vez que ao cumprirmos nossas obrigações permitimos que o outro exerça também seus direitos.
Exercer a cidadania é ter consciência de seus direitos e obrigações e lutar para que sejam colocados em prática. Exercer a cidadania é estar em pleno gozo das disposições constitucionais. Preparar o cidadão para o exercício da cidadania é um dos objetivos da educação de um País.
Pois é, não posso falar por todos os brasileiros, mas posso falar por mim, nunca vi isso acontecer de forma  límpida e ética desde que comecei a votar.
Meu primeiro voto foi na eloqüência das diretas já.Votei num candidato que não deixaram assumir, morreu diagnosticado  de diverticulite, o vice assumiu e a historia não fala  bem do seu governo.
Passado o período,  voltei a voltar. Dessa vez me entusiasmei  por um que combatia os ilícitos ricos chamado de marajás. Sofreu impeachment acusado  por roubo. Assumiu o vice. Esse tava mais para “plaboy” apesar de não ser jovem.  As manchetes jornalísticas da ocasião falavam mais do seu topete e das mulheres que o acompanhava, do que do seu governo.
Em 1994 e 1998 consegui votar certo, nesse governo o Pais  consegui um pouco de equilíbrio que permanece até hoje, apesar dos pesares.
Nas eleições seguintes e até hoje, perdi meus votos. Meus candidatos  não se elegeram, mas me sinto vitorioso por não ter contribuído para uma lama de tanta corrupção que vem ocorrendo nos últimos 12 anos.
Hoje quando vejo os noticiários dos escândalos dos roubos, das maracutais e de tantas outras coisas,  e,  comparo  ao escândalo do candidato que recebeu meu primeiro voto, vejo que ele foi “ fichinha”  e vale o registro que  a justiça  o inocentou.
Pois é com esse pensamento  que irei exercer minha “ Cidadania” no dia 05 de outubro de 2014.
Até agora só tenho uma certeza, sei em quem não vou votar. Mais irei comparecer.

Orlando Araujo.

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