A vida é um ensinamento constante desde momento que berramos ao sair do útero da mãe. A psicologia moderna já argumenta que isso acontece antes, pois segundo sua teoria exprimimos sentimentos de alegria e tristeza ainda no período da gestação , podendo essas reações refletirem na formação de nossa personalidade, mito ou verdade, eu não sei.
No inicio e por um longo período, vamos ter alguém nos
ensinando a falar, andar, brincar, ler, se defender e respeitar o próximo.
Nossos pais e professores desempenham papel fundamental nessa
etapa da vida.
Passada essa fase, seguimos em frente, agora sob nossa própria
responsabilidade de tocar a vida, e fazer o circulo girar da mesma forma do
antes, ou melhor gerando e ensinando, e assim a vida segue.
Na meia vida, ou fase adulta como se chama, vemos os efeitos e
reflexos do aprendizado bem como do ensinamento. O interessante é que tudo
funciona como numa escola, se as lições e os deveres de casa foram bem
aplicados o resultado será satisfatório, se não, sérias sequelas surgirão, e muitas vezes degenerativas, pois fatores externos perigosos irão contribuir
para o desvio da personalidade má formada.
Findo esse período de aclive da vida, começa o declive, e esse
para muitos é o mais sofrido e doloroso, pois a vida toma um sentido de
inversão, começamos a desaprender , e pior, contra a nossa vontade,
pois o prazo de validade de nossa maquina cerebral começa vencer. O avanço da
tecnologia junto ao empenho da medicina tem conseguido bons resultados no
retardamento desses processos degenerativos, e a vida tem se alongado um
pouco mais.
Essa fase é a reta final da vida, por coincidência ou não, tem
muita coisa em comum com a fase inicial. Vejamos o por que!
Quando criança, quem nos ama, nos dá carinho, nos alimenta, sofre
com nossas dores por não saber onde doe, nos banham, nos dá remédios, e dorme ao nosso lado quando precisamos. Tudo se repete com o idoso, se
amado.
Quando criança, quem não nos ama, bate, maltrata, pratica
bullyng, renega, e muitas vezes elimina até o direito a vida.
Não é diferente como o idoso.
Atualmente limita-se legalmente que uma pessoa é idosa
a partir dos 60 anos para direito a benefícios sociais, mas na realidade muita gente torna-se um velho muito antes de ser um idoso.
Chamar alguém de “velho” é
um tratamento desrespeitoso e pejorativo, porque uma pessoa velha é aquela que perdeu a
jovialidade, tem um espírito degenerativo, não mas sonha, apenas dorme, não mais
ama, apenas sente ciúmes, seus projetos foram sempre dos ontens, vive atormentado pensando na morte e se isola do mundo, nessa condição conheço
varias pessoas com muito menos de 60 anos.
Ser, um “Idoso” é
diferente, porque idoso é quem tem muita
idade mais não perdeu a jovialidade, é aquele que o tempo degenera suas células, mas seu espírito permanece intacto, é aquele que continua sonhando
e realizando, é aquele que se exercita, nunca se permite ao sedentarismo, é aquele que continua se amando e dando amor, e finalmente é aquele
que não se preocupa em consultar o calendário, porque toda manhã se acorda com
a convicção que o dia de hoje é o primeiro dia do resto da sua vida.
Eu , passei dos 60, e convicto que sou um idoso, e as experiência
que tenho vivido e participado me deixa cada vez mais orgulhoso e agradecido de
aqui ter chegado e com pretensão de ir muito mais além.
Nos últimos anos tenho feito umas experiências que considero
fundamental para manter meus neurônios ativos e ser um idoso “porreta”.
Desde que me aposentei temos me dedicado a fazer pequenos cursos de arte, de
informática , entre outros. Nesses cursos convivo com jovens de menos de 30
anos e jovens como mais de 60 e, é interessante observar como existem jovens
velhos e idosos jovens.
Aqui termino dizendo,
"As rugas do idoso são bonitas, porque foram marcadas pelo sorriso,
as rugas do velho são feias, porque foram vincadas pela amargura."
Orlando Araujo.
