domingo, 10 de novembro de 2013

VIDA > INICIO / MEIO / FIM






A vida é um ensinamento constante desde  momento que berramos ao sair do útero da mãe.  A psicologia moderna já argumenta que isso  acontece antes, pois segundo sua teoria  exprimimos sentimentos de alegria e tristeza ainda no período da gestação , podendo essas reações refletirem na formação de nossa personalidade,  mito ou verdade, eu não sei.
No inicio e por um longo período,  vamos ter alguém nos ensinando a falar, andar, brincar, ler, se defender e respeitar o próximo. Nossos pais e professores desempenham  papel fundamental   nessa etapa da vida.
Passada essa fase, seguimos em  frente, agora sob nossa própria responsabilidade de tocar a vida, e fazer o circulo girar da mesma forma do antes, ou melhor gerando e ensinando, e assim a vida segue.
Na meia vida, ou fase adulta como se chama, vemos os efeitos e reflexos do aprendizado bem como do ensinamento. O interessante é  que tudo funciona como numa escola, se as lições e os deveres de casa foram bem aplicados o resultado será satisfatório, se não, sérias sequelas surgirão, e muitas vezes degenerativas, pois fatores externos perigosos irão contribuir para o desvio da personalidade má formada.
Findo esse período de aclive da vida, começa o declive, e esse para muitos é o mais sofrido e doloroso,  pois a vida toma um sentido de inversão, começamos a desaprender , e pior, contra a nossa vontade, pois o prazo de validade de nossa maquina cerebral começa vencer. O avanço da tecnologia junto ao empenho da medicina tem conseguido bons resultados no retardamento desses processos degenerativos, e a  vida tem se alongado um pouco mais.
Essa fase é a reta final da vida, por coincidência ou não, tem muita coisa em comum com a fase inicial. Vejamos o por  que!
Quando criança, quem nos ama, nos  dá carinho, nos alimenta, sofre com nossas dores por não saber onde doe, nos banham, nos dá  remédios, e dorme ao nosso lado quando precisamos. Tudo se repete com o idoso, se amado.
Quando criança, quem não nos ama, bate,  maltrata, pratica bullyng, renega, e muitas vezes elimina até o direito a vida.
Não é diferente como o idoso.                                               
Atualmente  limita-se legalmente  que uma pessoa é idosa  a partir dos 60 anos para direito a benefícios sociais, mas na realidade muita gente torna-se um velho muito antes de ser um idoso.
Chamar alguém de  “velho” é um tratamento desrespeitoso e pejorativo,  porque uma pessoa velha é aquela que perdeu a jovialidade, tem um espírito degenerativo, não mas sonha, apenas dorme, não mais ama, apenas sente ciúmes, seus projetos foram sempre dos ontens, vive atormentado pensando na morte e se isola do mundo, nessa condição conheço varias pessoas com muito menos de 60 anos.
Ser, um  “Idoso” é diferente, porque idoso é  quem tem muita idade mais não perdeu a jovialidade, é aquele que o tempo degenera  suas células, mas seu espírito permanece  intacto, é aquele que  continua sonhando e realizando, é aquele que se exercita, nunca se permite ao sedentarismo, é aquele que continua se amando e dando amor, e finalmente é aquele que não se preocupa em consultar o calendário, porque toda manhã se acorda com a convicção que o dia de hoje é o primeiro dia do resto da sua vida.
Eu , passei dos 60, e  convicto que sou um idoso, e as experiência que tenho vivido e participado me deixa cada vez mais orgulhoso e agradecido de aqui ter chegado e com pretensão de ir muito mais além.

Nos últimos anos tenho feito umas experiências que considero fundamental para manter meus neurônios ativos e ser um idoso “porreta”.  Desde que me aposentei temos me dedicado a fazer pequenos cursos de arte, de informática , entre outros. Nesses cursos convivo com jovens de menos de 30 anos e jovens como mais de 60 e, é interessante observar como existem jovens velhos e idosos jovens.  

Aqui termino dizendo,

"As rugas do idoso são bonitas, porque foram marcadas pelo sorriso, as rugas do velho são feias, porque foram vincadas pela amargura."



Orlando Araujo.