domingo, 15 de dezembro de 2013

A CEIA DE NATAL




 Dezembro, mês  em que os Países cristão comemora o nascimento do Profeta Jesus Cristo criador das religiões cristãs, e  oficializa-se  o dia 25  como o   “Dia do Natal “, ou da “ Natividade.
Durante todo o mês  muitos eventos de confraternização são realizados e  têm um fundo intencional muito relevante, principalmente se levarmos em consideração o desrespeito do ser humano ao outro ser humano praticado por grande parte da  sociedade no dia a dia de  convivência , mas pelo menos com sentimento verdadeiro ou falso  em dezembro, se confraternizam.
A  “ Ceia de Natal” representa  um marco muito importante para o conceito “Família”, pois seu intento maior é  juntar todos os membros ao redor de uma mesa farta e em clima de felicidade e alegria promover a confraternização familiar.
Num passado não distante se praticava com mais precisão o evento da “Ceia”, porque o mundo parecia ser menor, os membros da família conviviam mais próximos e existia certa soberania dos patriarcas e matriarcas sobre seus filhos,  que os  obrigava a cancelar  qualquer compromisso naquela data e se fazer  presente a mesa,  junto com esposa(o)  e netos. Muitos conflitos surgiam com os filhos casados, porque cada família queria sua mesa completa, e nesses casos as mulheres na condição de esposa e submissa era obrigada sacrificar  a Ceia de seus pais ,  em prol do esposo. Os mais consciente e menos egoísta  faziam acordo de permuta pela festividade da passagem do Ano Novo.
Nos recentes dia de Natal, a famosa “Ceia” se flexibilizou bastante por força das circunstancias do mundo moderno, sempre costumo dizer que família hoje é “Plural “ não mais “ Singular”. Plural,  porque a família moderna, não em regra geral, mais em sua maioria é  formada por  filhos de varias mães e/ou de vários pais, e assim fica complicado juntar todos os pedaços em uma única mesa. Singular, porque no passado, em regra geral,  a família era formada como a Santíssima Trindade, explicando, Pai, Mãe e Filhos. Poderia até existir, e existiam, filhos e esposas avulsos, mas por força da Lei, das religiões e da sociedade,  eram considerados párias.
 Vários fatores ou conflitos na sociedade moderna, e a dissolução dos patriarcas e matriarcas,  fazem com que os filhos de hoje com formação prematura de personalidade se imponha,  e decida ir para onde melhor lhe convir, e passar o Natal onde melhor se encaixar. Já vi muitos até  dizer,  que  é cafonice.
Mas, a “ Ceia de Natal”  apesar de bastante comercializada,  capitalista, acolhedora dos pecados capitais em muitos casos, muito menos relevante aos seus propósitos familiar e religioso, ainda é, e continuará  sendo o marco Natalino.

Orlando Araujo.