Dezembro, mês
em que os Países cristão comemora o nascimento do Profeta Jesus Cristo
criador das religiões cristãs, e
oficializa-se o dia 25 como o
“Dia do Natal “, ou da “ Natividade.
Durante todo o mês muitos eventos de confraternização são realizados
e têm um fundo intencional muito
relevante, principalmente se levarmos em consideração o desrespeito do ser
humano ao outro ser humano praticado por grande parte da sociedade no dia a dia de convivência , mas pelo menos com sentimento
verdadeiro ou falso em dezembro, se
confraternizam.
A
“ Ceia de Natal” representa um
marco muito importante para o conceito “Família”, pois seu intento maior é juntar todos os membros ao redor de uma mesa
farta e em clima de felicidade e alegria promover a confraternização familiar.
Num passado não distante se
praticava com mais precisão o evento da “Ceia”, porque o mundo parecia ser
menor, os membros da família conviviam mais próximos e existia certa soberania
dos patriarcas e matriarcas sobre seus filhos,
que os obrigava a cancelar qualquer compromisso naquela data e se fazer presente a mesa, junto com esposa(o) e netos. Muitos conflitos surgiam com os
filhos casados, porque cada família queria sua mesa completa, e nesses casos as
mulheres na condição de esposa e submissa era obrigada sacrificar a Ceia de seus pais , em prol do esposo. Os mais consciente e menos
egoísta faziam acordo de permuta pela
festividade da passagem do Ano Novo.
Nos recentes dia de Natal, a
famosa “Ceia” se flexibilizou bastante por força das circunstancias do mundo
moderno, sempre costumo dizer que família hoje é “Plural “ não mais “ Singular”.
Plural, porque a família moderna, não em
regra geral, mais em sua maioria é formada por
filhos de varias mães e/ou de vários pais, e assim fica complicado
juntar todos os pedaços em uma única mesa. Singular, porque no passado, em
regra geral, a família era formada como
a Santíssima Trindade, explicando, Pai, Mãe e Filhos. Poderia até existir, e
existiam, filhos e esposas avulsos, mas por força da Lei, das religiões e da
sociedade, eram considerados párias.
Vários fatores ou conflitos na sociedade
moderna, e a dissolução dos patriarcas e matriarcas, fazem com que os filhos de hoje com formação
prematura de personalidade se imponha, e
decida ir para onde melhor lhe convir, e passar o Natal onde melhor se encaixar.
Já vi muitos até dizer, que é cafonice.
Mas, a “ Ceia de Natal” apesar de bastante comercializada, capitalista, acolhedora dos pecados capitais
em muitos casos, muito menos relevante aos seus propósitos familiar e religioso,
ainda é, e continuará sendo o marco
Natalino.
Orlando Araujo.
