sábado, 29 de dezembro de 2012


 

 

   
O calendário é uma advertência do tempo para o homem. As últimas horas de um dia prenunciam as primeiras do dia seguinte.

 É assim com os dias, os meses, os anos, os séculos e os milênios. Assim tem sido durante o  longo passeio orbital desse planeta na estrada que o mantém preso ao magnetismo vigoroso do Sol.

Os poetas são unânimes em afirmar que estamos submetidos à fatalidade das mudanças. Eles mesmos, entretanto, ensinam que esse impulso renovador se produz no interior de cada um de nós.

Dessa forma, o Ano Novo não será dádiva de um novo tempo, mas construção de cada um. Há um verso do bom e freqüentado Fernando Pessoa que define o que será como dependência do que somos ou fazemos: “Entre a arvore e o vê-la,/onde está o sonho?....” “Entre o que vive e a vida,/ pra que lado corre o rio?”

Vemos aí que a vida, em seus vários aspectos, resulta do curso que imprimimos à nossa trajetória; e que a paisagem exterior é projeção  de nossos sonhos. O Carlos Penna Filho define seu amor pelo Recife anunciando que “é do sonho dos homens que uma cidade se inventa”.

O Evangelho que, para nós, constitui uma proposta de permanente ascensão, traz-nos a lição do “Sermão da Montanha, convocando-nos ao processo de mudança interior: “ Ouviste o que foi dito”- o tempo de antes.”Eu, porém, vos digo”- o tempo de hoje. Para o Evangelho, pois, o novo é uma construção que nos cabe empreender, aplicando, disciplinadamente, o que sua generosidade nos ensina.

Vamos construir um tempo novo. Juntemos nossas parcelas de amor, dedicação, boa vontade, e nada resistirá ao encanto dos dias que hão de vir.

 

FELIZ ANO NOVO

 

“ Mensagem escrita por Humberto Vasconcelos e distribuída aqui em Recife pela Campanha do Quilo.

 

Orlando Araujo

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


Sempre ouço, alguém dizer, “ o mundo está muito violento”, como se  a geração de violência seja  uma decorrência do tempo presente, o mundo é violento desde de sua criação e a historia das civilizações registra  com todos os pormenores

Acredito, eu, que se o mundo teve um “ Criador”, a criação foi feita de forma equilibrada  para que tudo fosse reproduzido e  se mantivesse dentro dos padrões de sustentação.

Definir objetivamente a palavra mundo é muito complicado, porque seu conceito é genérico, por essa razão acho que definir o Criador e sua Criação de forma mais correta, é dizer, “Deus o arquiteto do Universo”, assim sendo dentro dele nós criamos nosso mundo e, dentro do nosso mundo o subdividimos em diversos mundos, como aqui na terra onde temos o mundo oriental e o ocidental, e ainda classificamos como 1º, 2º, 3º e aí por diante, e assim se principia a violência.

Aqui no nosso mundo, a violência foi institucionalizada desde mais primitiva formação de uma sociedade feita pelo homem, animal racional, muito diferente do irracional que como exemplo cito as abelhas e as formigas.

Todas as formas de sociedade que sejam religiosas, políticas e econômicas são violentas, e muito violentas mesmo, porque extermina sem dor nem penar o ser humano de forma coletiva, com extensão a anos e séculos adiante, bons exemplos são as guerras econômicas e sociais, as guerras religiosas, e as falcatruas e roubos do dinheiro publico,

Com relação a dinheiro publico o Brasil tem destaque, e com os avanços tecnológicos dos meios de comunicação somos obrigados a assistir em nosso lar, os sarcasmos dos apontados, as falsas ingenuidades dos governantes em dizer que de nada sabe a respeito do que sua equipe de governo pratica, e de uma impunidade judicial que chega  ofender nosso bom senso.

A violência urbana ou rural quer seja nas metrópoles, quer seja nos médios e pequenos municípios que fragiliza e  amedronta as famílias brasileira é conseqüência direta  da falta de empenho dos três poderes que compõe nossa Republica.

A qualquer horário do dia ao acionarmos o botão “ligar” de um retransmissor de áudio e voz,  ouvimos e vemos.

 A juventude de ambos os sexos, roubando, seqüestrando, matando, estuprando, traficando ou se afundando nas drogas.

Escolas publicas em estado de total abandono. Hospitais públicos verdadeiros matadouro humano, presídios superlotados sem nenhuma condição de vida humana, muito pior do que os antigos  calabouços, e tantos outras coisas mais. Os centros de re-socialização de menores infratores,  nada fica a dever aos presídios normais.

Do outro lado do palco, o que temos. Homens e Mulheres ricamente bem vestidos, eleitos pelo povo, julgando ou sendo julgados por atos inflacionários  de corrupção e roubos pelos próprios colegas de bancada das câmaras ou do senado, e /ou pelo Supremo Tribunal de Justiça, sendo chamados de formadores de quadrilha, prevaricadores, ladrões e etc.

Diante de um quadro desse como fica a violência?

 

Eu francamente, como dizia o Raul Seixas, “ Vou ficar com a boca escancarada esperando a morte chegar”.

 

Orlando Araujo.