Felizes são aqueles que ler. Quando lemos um
bom livro seu conteúdo fica armazenado em nosso subconsciente e nos alinha na
vida, alem de nos elevar culturalmente.
Infelizmente a maioria dos brasileiros não tem esse saudável
habito, consequentemente são péssimos quando precisam escrever , é
vergonhoso quando vemos algo escrito
pela maioria dos brasileiros. Não é preciso nem ser uma redação, um simples
bilhete é suficiente para avaliar o que digo.
O contraditório dessa situação é que muitas pessoas não
gostam de ler, mas sonham em escrever um livro, muitos tentam e até escrevem,
eu mesmo conheço muita gente que nunca foram leitores, mas atualmente são
autores, imaginem as obras.
Quando estudante não gostava de ler, até porque não era um
bom aluno de português, nunca fui reprovado, mas sempre passava me arrastando
nessa matéria. Regras gramáticas, analise sintática, pontuação, emprego de s,
ss, z, ç, sempre foi meu calo, e até hoje continua sendo, se alguém corrigir o
que escrevo com certeza vai encontrar vários erros.
Por ironia, talvez, minha primeira graduação foi justamente "Comunicação Social", um curso que exigi ler muito e escrever bem. A leitura pra mim foi um
achado, parece até que acordei para o mundo, mas quanto a escrever como já
falei, não teve jeito , por essa razão
apenas me formei, mas nunca atuei nessa profissão. Fiz uma segunda graduação, no
caso Administração de Empresa, onde exerci.
Já li e reli muitos livros bons, e também muitos besteirol. Toda boa leitura tem
o propósito de levar o leitor a se situar dentro do conteúdo, seja romance,
seja tema social ou filosófico. Entre os estilos acho interessante e
curioso, o cordel, e a ficção.
O cordel porque retrata de uma forma inteligente dentro da
linguagem do povo um fato ocorrido, nos levando a emoção quando é triste, e a gargalhada quando engraçado, e o bom da leitura é que em sua maioria são situações verídicas.
Os autores de ficção são de uma inteligência ímpar. Existem obras escritas a mais de cem anos que
já descreviam o mundo atual e o comportamento da sociedade.
Quando estudava comunicação éramos forçados a ler, por essa
razão eu e outros colegas criamos o que
chamávamos de “ Grupinho do Livro”. A proposta
consistia na compra de dois livros por mês, livros esses que seriam lido
por todo grupo e em data agendada fazíamos uma reunião para discutirmos a
mensagem do autor.
O livro que provocou a discussão mais polemica foi a obra de ficção Admirável Mundo Novo de Alduos Huxley, publicado em
1932.
Era final dos anos 60, jamais passaria pela cabeça de alguém
que poderia se gerar um ser humano em laboratório, que família era uma coisa
vulgar, que alguém perderia tempo lendo um livro, que felicidade e prazer seriam
coisa instantânea, que se você desejasse alguém era só sair com ela e pronto,
que todos seriam de todos, que se alguém se sentisse aborrecido com a sociedade
ou com alguma coisa era só tomar uma dose de uma droga que o governo fornecia, e
outras coisas mais.
Pois é, considerando a época essas colocações eram absurdas, e até imorais. por essa razão o grupo não
levou o livro a sério. Foi complicado discutir o conteúdo e não chegamos a um denominador comum, consideramos o
escritor como um alienado.
Hoje, século XXI quase tudo isso já é realidade. A exemplo desse livro, muito outros também vem se tornando real, e hoje para mim, escritores dessa estirpe são verdadeiros gênios ou profetas, queiramos
assim chamar.
Ler é muito bom, faz bem a tudo, até mesmo á saúde, pena o
povo brasileiro ser desprovido de cultura.
Orlando Araujo.

