“Bullying” é
um termo inglês que originalmente vem de “bully” que significa valentão, brigão
Muito embora
não tenha denominação no idioma português, é entendido como, opressão,
intimidação, humilhação e maltrato.
O bullying
muito embora seja muito característico de aplicação nas escolas e
universidades, pode existir também em qualquer outro ambientes, quer seja
social, de trabalho, e até pela própria vizinhança.
Quem é vitima
sofre bastante, mas quase todos nós somos ou já fomos. A situação torna-se mais grave quando a pessoa
insultada tem complexo de algo que a incomoda e, é atacado justamente naquele ponto fraco.
Por exemplo,
tem gente que é gorda e, é chamado de gorducho mais nem liga. Já outros ficam
depressivos. O mesmo acontece com gente muito magra que é chamada de graveto,
caveira e etc.
O bullying no
passado era tão ofensivo ou até mais do que hoje, porque na época não existia
penalidades legais contra preconceitos e, muitas vezes o bullying era aplicado
em forma de gozação preconceituosa, como por exemplo, as pessoas negras eram
apelidadas de macaca chita, de negra de cabelo pixaim, etc. Até letra de musica
com esse tipo de insulto existia, não sei se ainda são divulgadas. Lembro de uma que dizia assim:
Negra do
cabelo duro
Qual é o
pente que te pentea,
O bullying
sempre existiu e continuará existindo. Nos dias de hoje é muito pior,
porque quando gerado o mundo inteiro toma conhecimento em frações de minutos
através da internet, tanto que já se fala em outra determinação chamada de cyberbullying.
O bullying ou o cyberbullying, tem que ser avaliado
e aplicado punições severas quando necessário for, porque o mundo está muito
violento e cada vez mais está se praticando violência física ou moral através
deles, podendo causar prejuízos irreparáveis. No passado o bullying muitas
vezes não passava de um simples apelido.
Um bom exemplo de bullying tem a obra “ O doidinho”
de José Lins do Rego, muito engraçada que retrata o que se praticava nas
escolas, principalmente quando se era
estudante interno.
Quando
criança e adolescente fui vitimado bastante,
também pratiquei muito, mas não passava de insulto através de apelidos.
Fui criança
no interior, morava em Itabaiana/Paraiba. Na cidade existiam algumas pessoas que
tinham apelidos que não gostavam de ser chamado por ele, e ai quando passavam
não só eu, mais muitos largavam o grito o chamando, eles viravam uma fera,
corriam atrás da gente de cacete ou pedra na mão, ou então respondiam com
palavrões.
Relembrando alguns:
“Galo Assado”
– esse era um Sr de estatura franzina e de pele muito avermelhada que vendia pão e sempre carregava um
balaio na cabeça cheio de pães. Quando ouvia o chamado, largava o balaio no chão , corria atrás de nós soltando todo
os tipos de palavrões,
“Maria da
Garrafa” – era uma Sra Morena forte que sempre andava com pau na mão. Quando
ouvia o apelido, vinha a resposta chamando nossa mãe de puta e atirava pedra.
“Panela no
fogo” – era um cidadão que sofria de
hidrocele, por essa razão tinha o apelido de panela no fogo, quando
insultado respondia com palavrões.
“Nino
continência” – era um jovem que sofria de distúrbio que não podia ouvir ninguém
pedir continência que automaticamente ele dava. Nossa crueldade era tanta, que
pedíamos para ele dar continência com as
duas mãos ao mesmo tempo, e ele atendia de imediato, soltando ao chão qualquer
objeto que estivesse carregando. Muitos iam alem, pedindo continência até com
os pés.
Bullying foi,
é, e será uma crueldade que sempre será praticada, porque o ser humano sente
prazer em insultar o próximo.
Orlando
Araujo
